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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O PASSE LIVRE ESTUDANTIL É SIGNIFICATIVO NA MINHA VIDA


imagem retirada:http://www.democraciasocialista.org.br/democraciasocialista/artigos/item?item_id=209157
 
A vida nos proporciona momentos significativos. Lembro-me da minha trajetória de estudante quando, com 14 anos, deixei a casa de meus pais em busca de um curso profissionalizante e ingressei como aluno interno do Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG). Foi difícil, a saudade e a insegurança tomaram conta de mim.

Enfim eu venci e me orgulho das dificuldades que encontrei. Entre elas a dificuldade no deslocamento de Pelotas para Herval e o quanto era inviável economicamente para um filho de trabalhador rural e de uma professora, mas disso me orgulho mais ainda.

Tive a oportunidade de participar de movimentos sociais, como o movimento estudantil. Tenho orgulho de guardar a carteirinha do Grêmio Estudantil do CAVG, onde exerci o cargo de secretário em 1999. Nele militei por causas como a continuidade do internato, modalidade de ingresso na instituição, que me possibilitou alimentação e moradia gratuitos.

Lembro-me das manifestações que realizávamos no campus da universidade. Éramos cheios de entusiasmos e lutávamos por causas e benefícios que não eram só para nós. Hoje eu entendo isso, um exemplo que citei, o internato que por muitos membros da reitoria era tido como desnecessário e que dava prejuízos para a universidade, hoje esta lá recebendo alunos da minha cidade.  Acredito que naquela época contribuí com a luta pela permanência do mesmo.

Ao ler o artigo no site da União Nacional dos estudantes com o titulo “Passe estudantil já é lei no RS - e principalmente o trecho que revela a luta dos estudantes e que aqui o transcrevo: “Para o vice-presidente da União Nacional dos Estudantes no RS, Álvaro Lottermann, ‘essa é uma vitória das ruas, construída pela trajetória de luta da juventude brasileira’” - renasceram em mim os dias de militância e a importância da minha luta, há 10 anos. Pena que as politicas públicas andam a passos de tartaruga, mas para isso se fala em luta e por essa causa eu também lutei.

Orgulhoso fiquei de, após 10 anos, estar à frente da Secretaria de Educação e ter a oportunidade de aderir ao Passe Livre para o meu município, juntamente com a administração e a minha equipe de trabalho. Politica publica impulsionada pela luta estudantil da qual fui militante, e acolhida pelo Governo Estadual.

Não falo isso de forma pretenciosa, mas sim significativa na minha trajetória como cidadão e agente de uma história que acredita na força da juventude, que luta por dias melhores.
 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ecoturismo na perspectiva da educação ambiental uma possibilidade de desenvolvimento sustentável para as comunidades rurais do município de Herval-RS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
POLO  DE HERVAL
CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL
MÓDULO IV – PROJETO AMBIENTAL ESCOLAR COMUNITÁRIO

Projeto: Ecoturismo na perspectiva da educação ambiental uma possibilidade de desenvolvimento sustentável para as comunidades rurais do município de Herval-RS .
        

Relatos da execução do Projeto ( em andamento)

A revisão bibliográfica foi realizada de forma constante, dando ênfase para a busca de experiências concretas na área de ecoturismo com destaque para os seguintes textos:
Políticas públicas do turismo em áreas naturais e evolução do conceito de ecoturismo no Brasil - Karen G. Furlan Basso

(Eco)turismo: confusões semânticas e conceituais de uma Segmentação -  Liduina Rocha Calasans Silva, Mary Nadja Lima Santos



Potencialidades Eco turísticas de Herval


Recursos Naturais


Morros do entorno da Cidade

Piscina do com queda natiural no Parque Áquatico Municipal  

Cachoeira da Piscina Parque Áquatico





Plantação de cebola

Camping do Balneario Basílio



Area de lazer e esporte da Vila Basílio com uma cena característica do interior o cavalo com aperos á sombra da árvore


Igreja de pedra na vila Basílio

Principais eventos do Municipio



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

TECNOLOGIAS NÃO DIGITAIS E DIGITAIS NA REDE DE EDUCAÇÃO DE PEDRAS ALTAS – RS


ALVES, Ana Paula; LEMOS Alessandra Soares; CARVALHO, Beatriz Dias; MIRANDA, Mogar Damasceno; SARAIVA, Niliane Miranda ¹.

O trabalho, de forma sucinta, pretendeu investigar a presença das tecnologias não digitais e digitais na educação, definindo o conceito de cada uma dessas tecnologias e utilizando como objeto de investigação a rede de educação de Pedras Altas.
Ao longo da história da humanidade o homem sempre buscou a inovação com o objetivo de tornar seu cotidiano adaptado às novas situações, através do desenvolvimento de tecnologias. Com a evolução e utilização das tecnologias na sociedade, coube a escola acompanhar esse progresso ao longo do tempo e do espaço.
 A partir de uma revisão bibliográfica sobre os conceitos de tecnologias não digitais e digitais e do uso das mesmas na educação e da aplicação de questionários investigativos a professores, alunos e futuros professores do município de Pedras Altas – RS, sobre o uso de tecnologias não digitais e digitais o trabalho buscou além de definir as diferenças entre as tecnologias não digitais e digitais pesquisar as presenças de ambas nos processos pedagógicos. Foi feita pesquisa junto a Secretaria Municipal de Educação de Pedras Altas para investigar as tecnologias utilizadas pela rede de ensino do município; os resultados das principais questões foram tabulados e construídos gráficos, para a interpretação dos resultados e análise dos mesmos.
De acordo com a realidade, as escolas possuem grandes artefatos tecnológicos tanto não digitais como digitais. Ao longo do tempo as tecnologias vão se renovando e tornando o ambiente de aprendizagem com grande diversidade de recursos.
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¹Graduandos do curso de Licenciatura em Educação do Campo – UFPel/EAD, Polo Herval

JORNAL O RECREIO

 


    BRUM, Paula Fernanda¹; DA SILVA, Ana Cleonice; MIRANDA, Mogar  Damasceno²; PERES, Iádia Martins                                                .


Na sociedade contemporânea as informações são veiculadas de forma rápida e instantânea e o novo cenário demanda habilidades que envolvem muita interpretação para transformarmos conhecimentos em aprendizados. Como educadores devemos buscar estratégias eficazes para estabelecermos a mediação entre os diferentes saberes, diversificando a forma de ensino e aprendizagem. Sabemos que o jornal na escola é um instrumento que possibilita a aproximação do aluno com a leitura e com os saberes, permitindo decifrar ideias e opiniões diversas.
            O Jornal Recreio, desenvolvido na Escola Municipal Astrogildo Pereira da Costa, é uma mídia que além de informar sobre os acontecimentos da região, pretende transportar o leitor, de forma simples, para a realidade do contexto do qual faz parte, fazendo com que ele se torne sujeito ativo na apropriação do saber e que fique bem informado sobre acontecimentos e eventos que ocorrem ao seu redor, estimulando a postura critica em face dos problemas surgidos. Através dessa proposta o aluno é desafiado a participar e a intervir na elaboração e edição do jornal de forma atuante e comprometida, desenvolvendo habilidades e contribuindo para o sucesso desse meio de comunicação, além de buscar o envolvimento e o comprometimento de toda a comunidade escolar na formação da cidadania
            Com o objetivo de estimular a criatividade do educando através das leituras e montagens de um jornal, oportunizando momentos para que este viesse a realizar suas próprias produções textuais e valorizando a cultura local,
os alunos da 8ª série da Escola foram estimulados a participar da construção do jornal. Para isso, foram levados até o jornal local para conhecerem o funcionamento do mesmo e, após foram divididos em grupos para que cada grupo se responsabilizasse por colunas temáticas.  Em outro dia os alunos apresentaram o material para a montagem das colunas (textos, fotos, recados, avisos), envolvendo várias disciplinas, mas tendo como revisor ortográfico o professor de Língua Portuguesa.
            O Jornal O Recreio tem periodicidade mensal e será produzido com o apoio e orientação dos alunos do curso de Especialização em Mídias na Educação até o mês de dezembro de 2011. A Escola Astrogildo Pereira da Costa encampou o Jornal O recreio como uma de suas atividades pedagógicas e dará continuidade ao Jornal, inserindo a cada ano, novos alunos e o Círculo de Pai e Mestres (CPM) da escola, os quais serão os responsáveis pela sua produção.
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¹Licenciada em Letras pela ULBRA/RS, Pós-graduanda do curso de Especialização em Mídias na Educação, pelo IFSul;
²Licenciado e Baicharel em Ciências Biológicas pela UCPel/RS, Graduando do curso de Educação do Campo pela UFPel-UAB, Polo Herval, Pós-graduando do curso de Especialização em Mídias na Educação, pelo IFSul;
³ Licenciada e Baicharel em Ciências Biológicas pela UCPel/RS, Graduanda do curso de Pedagogia pela UFPel-UAB, Polo Herval, Pós-graduanda do curso de Especialização em Mídias na Educação, pelo IFSul;


 

Referências
 BLISKSTEIN, Izidoro. Técnicas de Comunicação Escrita. São Paulo: Ática, 1997.
 PARÂMETROS Curriculares Nacionais. Ensino Médio.Brasília: MEC, 2000.Dom Bosco, 1993.
 RANGEL, Mary. Dinâmica de Leitura para sala de aula. Petrópolis: Vozes, 1999. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, 2003.
BLISKSTEIN, Izidoro. Técnicas de Comunicação Escrita. São Paulo: Ática, 1997.
 RANGEL, Mary. Dinâmica de Leitura para sala de aula. Petrópolis: Vozes, 1999. Jornal Mundo Jovem. Poto Alegre, 2003.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Olhares em torna da Realidade




Começo a reflexão em torno da realidade da comunidade onde vivo, a pequena cidade de Herval- RS, que apresenta uma história longa e cheia  de incertezas.
Partindo de uma análise histórica para entender o presente começo citando Thompson:

[...] sistemas densos, complexos e elaborados pelos quais a vida familiar e social é estruturada e a consciência social encontra realização e expressão [...]: parentesco, costumes , as regras visíveis e invisíveis da regulação social, hegemonia e deferência, formas simbólicas de dominação e resistência, fé religiosa e impulsos milenaristas, maneiras , leis, instituições e ideologias – tudo o que em sua totalidade, compreende a genética de todo o processo histórico” ( THOMPSON,1981: 189)


Eis o começo, o inicio do povoado se deu em função desse templo, hoje Herval.
Conta a história que já foi chamado de São João Batista do Herval e Herval do Sul.


Entre os antigos casarões, respiramos a história as vezes de forma duvidosa, outras vezes macabra.Para muitos cheia de legados de um povo vitorioso. Para outros a sombra dos casarões representa muitos  desencontros.
A única certeza que se tem é da hospitalidade do povo desse pago e a vontade de contemplar um desenvolvimento, não só econômico, como cultural e humano.
Talvez nas provas terrenas, dos antepassados encontramos uma leitura das diferenças de um povo que viveu um passado de glória e incertezas, de diferenças e indiferenças. Justas ou injustas. Quem sabe?


Pelas estradas de ferro ou pela pata do cavalo, o povo foi cortando estradas e recebendo forasteiros, alguns deles deixaram legados, outros não vale   a lembrança.





Um povo que busca em Deus a esperança para a caminhada, das suas crenças tem orgulho.

Na diversidade religiosa , na tolerância e na intolerância, mas na certeza da transcedência divina.







Ao longo dos anos passou por grandes transformações territoriais e econômicas da  pecuária extensiva pouco  restou nas grandes fazendas, hoje assentamentos da reforma agrária.  a busca por uma agricultura familiar persegue o município.
Embora o planejamento para essa atividade necessite ser pensado de forma mais autentica. 






A cultura local apesar de passar por momentos de desvalorização, atualmente esta no auge de um resgate por diversos seguimentos da comunidade, principalmente nas escolas que estão buscando a valorização da cultura local.